sábado, 9 de maio de 2009

Ufa! Delúbio desistiu de voltar pro PT!


A notícia mais interessante do fim de seman foi a desistência de Delúbio, no pedido de revisão de sua expulsão do PT. O ex-tesoureiro nacional do partido tinha pedido para ser reintegrado ao partido. Levantaram-se várias resistências contra o pedido. Alguns tiveram coragem de expressar publicamente a posição contrária e os seus motivos. Outros defenderam publicamente, com destaque para o ex-Ministro José Dirceu e o Senador por São Paulo, Eduardo Suplicy. Um grande número de dirigentes do PT ficaram calados em público e sugeriram em conversas reservadas, que podiam apoiar o retorno de Delúbio. No fim, o próprio Delúbio percebendo que não encontraria o apoio prometido, desistiu do pedido. Particularmente, fiquei contente. Não apoiava e não apoiaria em momento nenhum o retorno de Delúbio, considero que os motivos que justificaram sua expulsão do PT não foram superados por fato novo relevante. Por fim, fiquei alegre porque não terei que fazer campanha, em 2010, justificando a reincorporação dele ao PT.

Poupança: O governo erra novamente


O Governo Lula entrará para a história como aquele que conseguiu o melhor resultado na luta contra a pobreza e que realizou o maior programa de inclusão social do país. Mas, não deixará de ser um governo contraditório. Não bastasse a sabotagem do COPOM, da diretoria do BC, a lentidão e o fiscalismo "neurótico" da tecnoburocracia do BNDES e da Secretaria do Tesouro Nacional que, em conjunto, vêm impedido a economia do país de reagir mais acelerada e adequadamente à crise, temos agora a recente decisão de reduzir a carga tributária dos rendimentos dos fundos de investimentos para compensar as perdas com a redução dos juros. Esta decisão é um dos muitos erros da área econômica do Governo Lula. Demonstra também que a luta para afastar a gestão da política econômica da influência de conceitos conservadores e que foram totalmente desmoralizados com a atual crise capitalista em curso, deve ser feita sem trégua, todos os dias e com muita firmeza.

O Governo decidiu reduzir a carga tributária destas aplicações em fundos de investimentos a fim de reduzir as perdas que estes estão tendo com a queda dos juros. Ora, investimentos que financiam-se a partir de juros estratosféricos, não podem ser tratados com menos impostos. Isso é estimular um tipo de atividade financeira que vive da orgia de compra de títulos e da explosão da dívida pública que o Brasil viveu em décadas passadas e que permanece. Logicamente, nem todos os investidores dos fundos querem especular, mas, é fato que estes fundos ampliaram enormemente a sua participação na economia a partir da aquisição de títulos da dívida pública remunerados pelos estratoféricos juros da Taxa SELIC, do senhor Meirelles. Agora, serão premiados pela redução de carga tributária. Enquanto isso os recursos para manter atividades essenciais como saude e educação serão reduzidos já que são vinculados à arrecadação de impostos, segundo determinação constitucional.

O Governo poderia ter optado, afim de evitar uma fuga de grandes investidores para a caderneta de poupança (o que causaria outros problemas), por um mix de aumento da carga tributária e de redução de remuneração para poupadores de grande volume e que tivessem aderido à mesma mais recentemente. Isso evitaria uma fuga desablada para as cadernetas de poupança e não prejudicaria aqueles que são usuários da caderneta de poupança a muito tempo. Por outro lado, esta medida poderia ser entendiada como uma minidesvalorização da nossa moeda (real) o que impulsionaria a ampliação das exportações. Em verdade, a questão aqui não são os juros ou a proteção dos pequenos poupadores, a questão é a dívida pública: com a medida que será adotada, o Governo vai financiar, com redução tributária para os fundos de investimentos, quem vive da especulação com títulos da dívida pública. Um erro bárbaro!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

BC não surpreende e sabota o país mais uma vez

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) não surpreendeu e continou a manter sua ação de sabotagem da recuperação econômica do Brasil. A decisão de reduzir em apenas um ponto percentual a Taxa SELIC, estabelecendo a marca de 10,25% na taxa básica de juros da economia é uma barbaridade. Para os que ainda teimam em querer comemorar a redução alegando que é a menor taxa histórica, registramos que juros são preços sempre relativos. Neste momento, as economias dos Estados Unidos, Alemanha, Japão sofrem uma redução de 6%, o sistema de crédito da Rússia simplesmente derreteu e as perspectivas para a União Européia são, como diria Lula, são loiras de olhos azuis. O FED manteve a taxa básica de juros da economia americana em 0,25% tendendo a zero, a União Européia foi a 1% e nós devemos comemorar uma taxa básica de juros 10 (dez) pontos percentuais maior do país que criou a crise? Como tem gente que acredita, no meio da maior crise capitalista dos últimos 70 anos, em saci-pererê, mula-sem-cabeça, superávit primário e no Henrique Meirelles, tudo é possível....

De volta ao batente

Depois de um longo período me reorganizando volto ao batente do blog. Adoro estar aqui. Espero que possa continuar com freqüência diária. Na verdade, decidi que não vou mais parar e cada vez mais estudar e profissionalizar o blog, vou continuar insistido nele até que tenha maior visibilidade. Tenho certeza que vamos ter sucesso.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Selic de 11,25%: O BC sacrifica o país

A decisão de ontem do Banco Central de indicar taxa SELIC de 11,25% é uma decisão que sacrifica o país e coloca a economia rumo à recessão. Taxas básicas da economia em patamares superiores a 6% significam, em um ambiente econômico contracionado pela crise econômica mundial, da dimensão da atual, um absurdo completo. Não há nenhuma justificativa para manter esta Taxa básica de juros (Taxa SELIC) em patamar superior à 6% (seis por cento). Ainda existe uma enorme margem para ser reduzida, em nosso entender, 5,25 pontos percentuais. Caso o Governo não exerça o poder que tem de influenciar as decisões do BC a retração econômica, por meses sucessivos, com a chegada de indicadores recessivos serão inevitáveis. Para além disso, existe a necessidade preemente de ampliar a velocidade das realizações do PAC, principalmente, na área de infra-estrutura e transportes, reduzir o spread bancário, em especial dos bancos públicos, rever os contratos das dívidas públicas dos Estados e municípios premiando aqueles que estão submetidos ao arrocho fiscal da dupla Malan-Palloci por mais de 10 anos. Neste particular, a STN (Secretaria do Tesouro Nacional), do Ministério da Fazenda, nos parece a contraface espelhada do conservadorismo do BC. Enquanto o BC mantém os juros na estratosfera e asfixia o orçamento público com os bilionários juros da dívida e a iniciativa privada com a redução brutal do crédito circulante, a Secretaria do Tesouro Nacional mantém convenções ilegais, restrigindo a capacidade de endividamento público de estados e municípios com contratos que limitam, há mais de 10 (dez) anos, a margem de endividamento de Estados e Municípios em cerca de 20% de suas receitas correntes líquidas. Em Salvador, por exemplo, isso corresponde a aproximadamente, uma supressão de crédito de 400 milhões de reais que poderiam ser investidos em modernização administrativa, corredores viários, reforma e/ou ampliação de unidades de saúde e escolas, obras de saneamento, habitação, etc. Realmente, é demais.




segunda-feira, 9 de março de 2009

BC opera contra candidatura de Dilma

Está evidente a manutenção da atual taxa SELIC, pelo Banco Central, está de acordo com a política da oposição de que a economia deve se desestruturar para viabilizar a vitória da direita, em 2010. Agora porque um órgão do Governo opera, visivelmente, contra a candidatura da Ministra Dilma Roussef e o comando do Governo não faz nada, é o que não se sabe. Enquanto isso, a previsão de crescimento, para 2009, reduziu-se, na última seman de 1,5 para 1,2%. Quem quiser que espere o BC ajudar a reverter esta situação. A depender do Sr. Meirelles, até o pré-sal vai pro saco de créditos para venda, afim de suportar a crise.

O aborto e o Bispo

Esse Bispo de Recife e Olinda deve mudar de religião. A Bíblia dele fala de um Deus desconhecido que pune espiritualmente médicos que salvam vidas e exime estupradores pedófilos. Nunca se viu tanta barbaridade assim. Os defensores da descriminalização do aborto nunca tiveram uma oportunidade de (re)colocar o tema com a importância que este fato provocou. O Bispo devia ser agraciado pelo movimento de mulheres por contribuir tanto com a defesa do aborto deste jeito. Nunca se viu coisa igual !!!